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Arte Rupestre do Vale do Côa: Um Património de 20.000 Anos
Arte Rupestre do Vale do Côa: Um Património de 20.000 Anos
O Vale do Côa preserva um dos conjuntos mais impressionantes de arte rupestre paleolítica da Europa — gravuras e pinturas datadas entre 22.000 e 10.000 anos atrás. Localizado no nordeste português, junto à bacia hidrográfica do rio Côa, foi declarado Patrimónia da Humanidade pela UNESCO em 1998.
As Gravuras
Os painéis rochosos mostram principalmente animais: cavalos, cabras selvagens, auraloques (bovinos extintos) e cervos. São feitos por percussão — o artista pré-histórico batia na rocha com ferramentas de pedra, criando sulcos profundos e reconhecíveis até hoje.
Algumas figuras sobrepõem-se, indicando que o vale foi um sítio sagrado visitado durante milhares de anos por comunidades caçadoras-recoletonas.
Significado Arqueológico
O Vale do Côa desafiou crenças: mostrou que a arte rupestre não se limitava a grutas (como Altamira ou Chauvet), mas também decorava rocha ao ar livre. Isto revolucionou a compreensão da vida pré-histórica portuguesa.
Visitar
O Museu do Côa (Casa do Fauno, Vila Nova de Foz Côa) oferece contexto e acesso a painéis selecionados com guias especializados. As gravuras originais exigem proteção — não são acessíveis livremente.
Um testemunho vivo de 20 milénios de história humana.

